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Ichidou no Shinobi
Aliados
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Casa de Chá
| Hebishiro Haretsu |
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1º Dan

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Era uma tarde comum para o jovem Hebishiro. Exceto por um detalhe: hoje era o dia que conheceria seus Gennins, de certa forma, ficava ansioso.
Por quê? Ah bem, Haretsu era novo, tinha apenas dezesseis anos e já tinha a responsabilidade de cuidar de um time. Mas bem, era o preço que queria, para criar novos laços, ou pelo menos era o que imaginava que poderia acontecer.
O jovem Hebishiro tomava um chá tranquilo na mesa 7, cujo se encontrava um pouco isolada das outras, um tanto quanto introspectiva e quieta, onde ele poderia fechar os olhos de serpente e aliviar um pouco seus pensamentos. Quanto demorariam para chegar? E melhor, será que notariam, que ele era? Talvez.
Foi por isso que arriscou, não levar nenhum emblema ninja. Ele tinha um sorriso tranquilo, estranho para os não acostumados ao ver um Hebishiro sorrindo, mas é, sorria tranquilamente. This post has been edited by Hebishiro Haretsu on Oct 28 2009, 09:48 PM
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| Geiko Miliko |
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Miliko se dirigia para cara de chá, mesmo sem chover ela andava de guarda chuva, ele era vermelho decorado com flores em tons escuros, estava certa de que o guarda chuva a protegeria do sol e isso manteria sua pele sempre em tom branco dispensando o uso de maquiagens que ao seu ver só ofuscariam a sua beleza.
O lugar não era exatamente dos melhores, tinha um ar não tão nobre diferente das casas de chás as quais costumava ir, os olhos de tons vermelhos esquadrinharam o local enquanto, quase meticulosamente, ela fechava o guarda chuva.
Em um canto ela poderia ver claramente seu sensei, ou seria um gennin? A pele branca, mais claro que a dela ou de sua mãe carregada de pó branco, os olhos verdes e o cabelo preto que dava um contrate em tanto com sua aparência clara.
Ela se sentou na mesa em frente ao sensei e colocou o guarda chuva ao seu lado, de um jeito meticuloso e costumeiro ajeitou o vestido sobre o corpo e arrumou os talheres e guardanapos a sua frente deixando tudo de uma forma mais bonita e clara, um jeito meio pomposo e, só então, depois de se certificar que tudo estava mais bonito e que ela estava completamente bem arrumada se virou ao hebishiro.
- Você é o sensei?
A voz tinha um tom meio pesado, ela não parecia muito contente de estar ali, ao seu ver, o lugar para recebe-la deveria estar a sua altura e, obviamente, aquele ali não estava.
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| Hyuuga Akio |
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| QUOTE | Era mais um dia tedioso em sua vida? Por enquanto, sim. Mas estava querendo demais para seu primeiro dia como um ninja oficial de Kumogakure. Não era mais um acadêmico ou um simples Hyuuga. Era um simples Gennin Hyuuga, por pouco tempo - evoluia rápido com os treinamentos com seu pai, esperava que o mesmo ocorresse com o novo time. Não conhecia os companheiros de time, nem ao menos sabia o nome deles ou algum traço físico; o mesmo era com o Jounin, apenas tinha a instrução de encontrá-lo na mesa 7 da Casa de chá.
Não tinha uma opinião formada sobre chás, não era uma bebida que consumia com frequência, ou coisa do gênero. Se fosse como café, não iria fazer muitas visitas à aquele estabelecimento. Aquele local era comandado pelo clã Geiko, esperava que lá tivessem muitas mulheres bonitas.
Dado o horário marcado, saiu de sua casa, com sua habitual roupa. Era um tanto quanto chamativa, tal característica era dada pelo tufo de penas de águia que possuía na parte de trás da gola de sua camisa. Parecia uma coruja. Caminhava lentamente com as mãos dentro de seu bolso. Seu olhar passeava pelas construções da Vila de Kumo. Aquele lugar crescia cada dia mais. Assim que chegou na casa de chá, logo buscou a mesa de número 7. Lá se encontrava um adolescente e uma garota assentada junto a ele. Devia ser sua companheira de time, e o mais velho o sensei; uma coisa chamava sua atenção: não utilizava o hayate. Não importava muito, afinal de contas. Balançando a cabeça, de costas para a entrada do lugar via aquela cena.
"Safado... Já pegou uma enquanto esperava a gente."
Mal sabia Akio que aquela jovem era sua companheira de time. Aproximou-se da mesa enquanto sentava em uma cadeira, o encosto do assento se encontrava diante o peito do Hyuuga, estava sentado na cadeira virada ao contrário. Encarou os dois possíveis Shinobis e disse.
- Acho que eu te achei, não é, sensei?
Dizia a última palavra olhando para o homem e sorrindo com o canto da boca, como se fosse uma vitória. Este era pálido, parecia um morto que haviam esquecido de enterrá-lo; não podia falar muito sobre aparências estranhas... afinal, era um garoto de olhos brancos, nariz levemente avermelhado na ponta e com uma marca sobre o olho direito. Esperava a resposta do Jounin enquanto analisava a garota a seu lado. Era bonita e atraente, gostaria muito que estivesse em seu time. Ela portava um guarda-chuva, apesar de não estar chovendo. Estranho. Naquela mesa faltava mais um integrante, seja ele o Jounin ou o Gennin - uma vez que Akio não sabia exatamente se aquele homem-cobra era seu sensei.
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| Hebishiro Akira |
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Ele amarrou a hitaiate no braço esquerdo. Tinha um peso mais que físico no objeto, algo que aprofundasse na consciência do garoto de forma desconhecida, incômoda, fazendo que ele, já nas primeiras horas do dia, estivesse imerso em devaneios. Usava sandálias de madeira, com andar meio moribundo e foi com eles que ele atravessou o jardim de sua casa e abriu com a mão as portas duplas da saída. Era um quimono branco de seda, largo sobre o corpo magro do rapaz, a faixa branca amarrada na cintura era atrelada para firmar a veste, de forma que era tão leve e solta, que o peitoral nu do garoto era exposto sem muita dificuldade. O saiote oriental do quimono descia bem na altura dos tornozelos, parecia uma criança feita de papel, como os raios mais alvos do sol.
Ele levantou a mão no reflexo de tampar o calor da face e não a luz, ao contrário das crianças normais, sua pele era albina e todos sabem que albinos tem uma suscetibilidade maior aos raios solares. Percorreu na sombra com a cabeça baixa, o papel estava em sua mão “Hebishiro Haretsu—Casa de Chá mesa 7”. Grunhindo de forma pouco displicente, ele ganhou tempo cortando alguns atalhos...—Mesa sete, time sete, quem é que organiza coisas de forma tão elementar?—Resmungou enquanto saltava encima do muro de piche de uma casa abandonada, antiga sede da academia, era uma grade estreita, que sem qualquer equilíbrio prévio, qualquer um cairia, ele já era um caso a parte.
Parou enfrente a casa de chá conferindo o nome do estabelecimento com o bilhete. Correu os olhos pelo local. Parou no balcão, pediu 4 chá verdes e como que brincando, colocou a bandeja com as bebidas equilibradas num só dedo. Como ele bem sabia, atividades manuais inibia o devaneio, a depressão e a distração, concentrando o corpo em um foco. Na mesa, ele percorreu os olhos aos demais, Hyuuga... E olhou o de cima baixo, se ele fosse expressivo seria desdém, desleixado, cheio de vícios juvenis, o ar rebelde de um jovem destemido. A garota ele só passou os olhos, nem merecia ser mencionada para a própria consciência, ardilosa, no mínimo, mas pouco importava ainda, não era hora para tentar decifrar seus ‘colegas’ de time. Não era alguém que se convencia as primeiras impressões, seria preconceituoso e ignorante demais por sua parte.
Seu olhar foi levado por cima da cabeça do sensei, Akira franziu as sobrancelhas e para alguém como ele, isso era mais do que uma expressão. Sabia que seu olhar iria chamar a atenção do Sensei, todos os olhos daquele clã se identificavam. Cogitou...—“15... ? Não, não, 16 anos... Era ele, inconfundível... A pele, o jeito... A genética estampada na face”—Frisou algum tempo, conseguia ter alguma certeza daquilo, só não conseguia ler sua personalidade, Hebishiros eram mesmo que altruístas, traiçoeiros, não se tratando em fidelidade, mas por enganar com a aparência...
Descendo a bandeja aos olhos dos três ele disse...—É uma casa de chá—Disse—Seria contra os modos não usarmos de sua clientela.—E sentei. Um silêncio monumental se estendeu pela mesa e depois que fui analisar que o Sensei não usava bandana, sorri com um pigarro ofídico e usando a linguagem das cobras disse de forma que só ele poderia entender—IsSsSo nÃo fOi uM tEsTe cErRrTo?—Ele sorriu, poderia listar na mão os motivos para aquilo nem passar perto de uma brincadeira, pendeu a cabeça para um lado, era interessante... Havia percebido agora que o peso da bandana na verdade era aquilo, uma obrigação moral. This post has been edited by Hebishiro Akira on Oct 29 2009, 01:00 AM
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| Hebishiro Haretsu |
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O olhar ofidio voltou para a garota que sentou ali. Ela poderia divagar sobre o pó de arroz que as Geikos usavam, mas, nenhuma Geiko mesmo que tentasse alcançaria o mórbido branco das peles de um Hebishiro.
Hebi... Serpente, os ofidios. As cobras do meio ninja e é claro, não confiaveis, como confiariam em serpentes os cegos que acreditam em ditos populares?
Shiro... Branco, como a neve. Hebishiro eram as serpentes brancas do mundo ninja, por isso, inclusive, eram tão poderosos, e muitos dos Hebishiros alcançavam grandes postos. Foi assim com seu sensei, é assim com ele.
Pelo porte e traços da garota, reconhecia uma Geiko, embora não fosse o padrão, era diferente - exótica - para uma Geiko, não lembrava nem um pouco sua antiga companheira de time. Ao contrário do próprio clã, Geikos poderiam ter bastantes diferenças.
A Geiko então fez de sentar um ritual quase cabalistico, o que fez o jovem Hebishiro sorrir de forma irônica e quase rir, os olhos verdes, o Hebigan, abriram e focaram nela, eram brilhantes, quase que sobrenaturais, e isso certamente fazia-lhe ter um tom ameaçador, mas era amenizado pelo Hebishiro, que sorria calmamente, sim, ao contrário de que todos pensam, ele era um Hebishiro que podia sorrir genuinamente.
E quando ela perguntou com a voz carregada de mal humor e provavelmente com um tom de 'podia ter escolhido um lugar melhor não?' ele respondeu calmamente:
- Achei que a principal fonte de renda do seu clã fosse um pouco atrativa, já que há semelhantes a ti, nesse local, Miliko.
Como ele sabia o nome? Simples. Havia uma Geiko, um Hyuuga e um Hebishiro. O que tivesse olhos brancos seria o Hyuuga, o que fosse branco o Hebishiro, quem sobraria obviamente seria uma Geiko. Lógica era algo maravilhoso.
E mesmo um pouco antes dela responder o segundo chegava. Olhos brancos, Hyuuga. Esse realmente não lembrava nada de seu companheiro, os cabelos eram castanhos e por algum motivo o nariz era vermelho. Ele pegou e sentando de forma displicente - como um bom pré-adolescente que gostaria de mostrar que era 'diferente' - e isso fez o Hebishiro fechar os olhos por alguns segundos, quase imperceptiveis, como se ele pensasse que "nos padrões de Kumo, isso seria um problema" e com o mesmo sorriso gentil que deu para Miliko ele respondeu para o Hyuuga.
- Não que fosse uma tarefa dificil já que receberam um bilhete, não? E sim, me encontraram... agora só falta o ultimo membro do time que...
E logo pode vislumbrar o jovem pálido pegando quatro chás. Intrigante. Realmente, queria causar boa impressão ou algo? Era o Hebishiro. Óbvio que um reconheceria o outro. E quando ele chegou com os chás, aceitou um pegando e tomando um leve gole. E quando Akira perguntou com a lingua arrastada e em um sibilar quase identico a ele respondeu
- Ssse fossse um tessste, não sssseria assim tão FáCil... não aChA?
E depois de responder cada um deles ele bateu com os três dedos na mesa, indicando e chamando a atenção, como se fizesse um sinal para todos olharem e então começou a falar.
- Bom, meus caros. Primeiro de tudo deixe-me apresentar... Sou Haretsu do Clã Hebishiro... acho que isso é um tanto evidente não? Não sou a pessoa mais bronzeada que irão encontrar pelas redondezas.
Agora uma série de perguntinhas clássicas antes de irmos ao que interessa. É simples... e prático.
- Primeira de todas, embora eu já saiba quais são seus nomes e o que raios cada um tem correndo em suas veias, seria muito educado... que se apresentassem para os outros membros do time. Então se apresentem.
- Segundo quero que me digam seus sonhos e objetivos, para terem se tornado um ninja. Sabe, aquela coisa que motiva vocês a lutarem - ou não, para serem os melhores.
- Terceiro é simples. O que gostam de fazer?
Então... podem começar.
E com um sorriso gentil ele esperou seus Gennins falarem, tinham até a meia noite para completar o teste, não é?
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| Hyuuga Akio |
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| QUOTE | Havia encontrado seu sensei. Sim, era algo simples de se fazer, uma vez que Hebishiro havia mandado uma carta com sua localização na Casa de chá. Apenas a habilidade de um gênio concedia a velocidade com que achara aquele Jounin? Não. Qualquer idiota conseguia fazer aquilo quando se obtinha a localização em um lugar tão fácil de se achar.
Poucos instantes após ter assentado na cadeira, chega o outro integrante daquele grupo. Era simplesmente um "morto-vivo" assim como Haretsu. Malditas proliferações de cobras brancas, já havia afetado Kumogakure. O 'cobrinha' portava quatro xícaras de chá. Aquela seria a hora que provaria um... Encarava aquele recipiente como se fosse seu adversário, um inimigo desconhecido. Era parcialmente um, apenas não era seu inimigo.
Vagarosamente levou sua mão até a xícara, onde seu dedo indicador a puxava pela alça enquanto os dedos abaixo da alça a equilibravam para evitar que derramasse um pouco que fosse. Era uma experiência a mais para aquele garoto. Não era nem um pouco importante, sua vida prosseguiria normalmente independente daquele chá. Levou-o vagarosamente até sua boca. O mundo ao seu redor parecia estático, como se o tempo tivesse parado apenas para aquilo. Torcia profundamente para que aquele gosto não se assemelhasse, nem de longe, com o café. Café era simplesmente nojento. Uma golada.
Era simplesmente ótimo! O sabor daquele líquido adocicado tomava conta de sua boca. Era um gosto revigorante, podia tomar aquilo todas as manhãs. Largou a xícara cuidadosamente sobre a mesa enquanto ouvia a fala ofídica dos dois Hebishiros. Uma conversa entre cobras brancas. Conhecia rumores sobre o olhar amedrontador deles, nunca chegou a bater de frente com um, mas não queria saber se aquilo era verdade.
Recebera a primeira instrução pessoal do Jounin; teriam que se apresentar para o restante do time, falando seus sonhos, desejos e o que gostavam de fazer. Queria ser o primeiro, logo começou.
- Eu sou Hyuuga Akio. Bom... meu sonho? - Levou a mão no queixo, pensando. - acho que como o de qualquer um, é me tornar um Shinobi poderoso e proteger Kumogakure. Tenho também um sonho um tanto quanto clichê: me tornar Raikage. Sei que minhas chances são mínimas, por enquanto, mas um dia vou conseguir!
Falava com um tom incrível de convicção, dava esperanças a qualquer um que aquilo se tornaria realidade, faria de tudo para conseguir alcançá-lo.
- O que eu gosto de fazer... Pff... Muitas coisas. Uma delas é treinar e me divertir. Na verdade, gosto de qualquer coisa que me divirta.
Respostas vagas jogadas como cartas para aqueles ninjas que o acompanhava naquela mesa. Havia finalizado. Suas respostas haviam sido válidas, certo? Esperava o restante do grupo falar.
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| Geiko Miliko |
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Seus companheiros de time chegaram pouco depois, Akio tinha o nariz vermelho e rapidamente ela associou ele a imagem de um palhaço e como primeira imagem foi essa que ficou, Miliko ja se julgava superior aos demais e não se deu ao luxo de compartilhar sua atenção com mais ninguém. As palavras iniciais do sensei pareceram passar para um ouvido e sair pelo outro. O segundo companheiro chegou, este tão branco quanto o sensei, balbuciava palavras que ela não pode compreender, mas de certo sentiu asco, asco do que não conhecia, asco das pessoas e dos gennins, asco, até mesmo do sensei.
O Chá foi servido, Miliko não agradeceu, nem se quer olhou para quem a serviu, para ela, aquilo era mais que uma obrigação, um dever e não um favor. Com toda graça que poderia ter no ato, ela segurou a xícara com delicadeza e levou aos lábios erguendo o mindinho, tomou o chá, achava que poderia ser melhor, se fosse sua familia dona do lugar certamente ele seria melhor, ela queria mais classe, mais charme, algo melhor do que aquilo. O Sensei passava suas primeiras instruções e o palhaço se dispôs a falar primeiro, Miliko não virou o rosto como se o discurso tedioso não fosse digno de sua atenção, se manteve então concentrada em seu chá, ela degustava ele devagar, faltava algo, faltava sabor, mas açúcar, mais gostoso, ele poderia estar delicioso, mas Miliko passaria horas criticando e achando defeitos até sua língua cançar, era quase, divertido, falar mal e criticar. Ela era superior a tudo, ate mesmo um chá, até mesmo ao sensei.
Ao que parece chegou sua vez, de um jeito delicado ela colocou a xícara sobre a mesa com uma destreza que nem fazia o liquido balançar, era quase uma pequena exibição arrastar a cerâmica sobre a superfície da mesa e então, esperou ter toda atenção dos dois gennins e do sensei como se o universo de repente estivesse pairando sobre seu umbigo, e, muitas vezes, ela acreditava que estava.
- Meu nome é Geiko Miliko ... - ela pronunciava cada palavra com uma ênfase desnecessária, cada palavra tinha um tom especial e quase forçado, de nobreza e própria admiração, Miliko não só admirava seu nome, ela admirava alguns de seu clã como sua mãe capaz de manipular e seduzir para seu próprio prazer e ela própria que dia apos dia aprendia como utilizar sua beleza para beneficio próprio - me tornei gennin - o tom se tornou mais leve, mas não deixou o tom de "eu sou importante, olhem para mim" - desejo ganhar renome e ser reconhecida, basicamente, é isso - era uma maneira sutil de dizer "quando ficar eu famosa; quero todo mundo babando meu ovo".
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| Hebishiro Akira |
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Escolheu uma cadeira longe dos raios do sol, o olhar triste percorrendo a mesa. —Transcendental... —Disse ele olhando ao arredor, havia gostado, mas não tinha o menor interesse de representar aquilo visto que uma das representantes da família daquelas mediações estava sentada a sua frente. E o olhar inquisitório do Jounin o forçou a dar satisfações. —Ah, sim, eu pouco me importo com o que as senhorias acharam da minha pantomima, a questão é que eu realmente adoro chá verde. —Disse bebericando o chá de ervas com um deleite e uma apreciação quase jubilosa.
Sorriu quando o Sensei respondeu, ele sabia ser incisivo, então tinha algo mais em sua personalidade que se compunha por meios sorrisos, não? Interessante. Akira olhava tudo de forma vaga focando pontos invisíveis no ar, o Hebigan, como ensinaram não é algo que é usado para focar nas pessoas, causava um mal estar, pelo menos não nos ‘colegas’ de time. Depois da apresentação do Jounin ele comeu as próprias palavras e mordeu a língua (força de expressão, caso contrário ele realmente morreria) para não começar aquilo com um desaforo... “E acima de tudo ele tem senso de humor, que ótimo” pensou com um ar já agastado.
Rudolph, a rena do Papai Noel começou com um palavrório de heróis e castelinhos de escol que mais entediavam em sua vagueza que produziam qualquer presença de espírito. —Tá, tá... —Disse Akira já meio engrolado de sono quando ele acabou com seus olhinhos brilhantes. Só faltavam fogos de artifícios pra terminar aquela empolgação toda. Akira apoiou o cotovelo na mesa e a face nos nós dos dedos como se esperasse mais por polidez que por interesse.
A próxima foi a garota bonequinha, que com um estalo parecia que iria quebrar. Fez todo um fru fru como que para chamar a atenção a sua grande deliberação. Até parecia um show de calouros ali, cada um querendo aparecer mais que o outro. Ela queria toda a atenção, toda a atenção de Akira se devia a meias espiadelas enquanto estava mais propenso a se empertigar com o chá do que com uma conversa, de longe, um chá era mais importante e produtivo. Quando foi prestar atenção no que a garota disse, ele só havia ouvido... “é isso”... Bufando de forma cansativa ele queria terminar com aquilo rápido.
Olhou diretamente para o Sensei com um tom nem um pouco subjetivo, sem meias voltas como os demais, sem pensar e sem se atrapalhar com as palavras, nenhum drama nem sensacionalismo. —Hebishiro Akira e isso não é um prazer. Meu objetivo é simples, independência. Meu sonho? Ficar tempo longe o suficiente dos meus pesadelos que se assomam a cada futilidade que tenho que me interpor—“como essa, por exemplo,” pensou enquanto falava, porém, não queria aplacar empatia já no primeiro encontro— e desperdiçam o tempo que tenho de valor, Meus gostos? Não tenho nenhum e sim necessidades. Algo mais?—Disse com um sorriso. Não se interessava em nada, o mais específico que fosse melhor, não gastaria uma verborréia como a hiena, rena... O que quer que aquilo fosse, ou com a rainha Milico ali, estava cumprindo ordens, mesmo não explicita como ordem, tinha o mesmo fator em funções acadêmicas. Sabia que um Jounin poderia transformar a vida de um Genin atrevido num inferno até aprender disciplina e isso, aprendera em casa.
Esperou até que o Jounin passasse as próximas ordens, alguma missão inicial. Teste para serem dignos de ser seus alunos e blá blá blá. Akira bem queria que tudo acontecesse antes do pôr do sol. Aquilo estava se estendendo por demais... E todos corroboravam para tudo ser mais torturante que era pra ser com a imposição de impressões, enfim. E pensar que aquilo tudo era só o início. Fechou os olhos em contrapartida buscando mais paciência no fundo, orando que o Sensei não fosse tão animado para empenhar mais funções sociais e acabasse pedindo para os três se abraçarem e mostrassem como amavam serem ninjas. Era uma questão de tempo... This post has been edited by Hebishiro Akira on Oct 29 2009, 10:40 PM
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| Hebishiro Haretsu |
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1º Dan

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Podia ser pior. Pensou. O pequeno Hebishiro era como um filhote de cobra que é excluido do grupo por ser menor e mais frágil.
A Geiko então era pior que uma taça de cristal no meio de pedras em um terremoto. Sabe, frágil de mais sendo que 90% disso era pura e simples jactância natural de alguém que simplesmente não foi criada como uma pessoa simples.
O Hyuuga porém era o bobo alegre. Não tinha mais do que considerar isso.
Certo. O Hebishiro ignorou o que eles disseram, então, qual foi a intenção disso? Ah. Descobrir como raios aqueles seres interagiam. Bem, ele teria que criar um vinculo com o pessoal do time. E ele teve uma ideia que lembrou do seu remoto sensei, só que de forma mais gentil.
E pegou três pergaminhos com algo anotado neles e distribuiu, era um Kanji estranho e eles não saberia o que era.
O segundo objeto que pegou foi dois grilhões. Quatro 'trancas', era simples. Fazendo o mesmo Kanji nos grilhões, como se os Gennins não existissem.
Então após isso ele colocou os grilhões pro lado deles da mesa e calmamente disse.
- É simples. Vocês ainda são acadêmicos, não é porque ganharam essa bandana que são ninjas. Ainda nem são Gennins...
- O teste de vocês é simples...
E com isso fez um selo com a mão e o pequeno pergaminho com o Kanji grudou no peito deles, de cada um deles... e eles não conseguiriam tirar.
- Miliko, tu vestirá um lado de um desses grilhões. Akio, tu o outro. Akira, tu vestira a ponta dos que sobrarem, assim os três ficarão prontos. E deverão me encontrar numa zona a leste após os portões de Kumogakure, na floresta. É um pequeno charco. O teste de vocês começará realmente lá...
Ah sim... deverão vestir os grilhões nos pés...
- Alguma duvida?
Sorriu gentil. Com o Hebigan não encarando nenhum dos gennins. This post has been edited by Hebishiro Haretsu on Oct 29 2009, 11:31 PM
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