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 Alban's Park, chasey lane
the Unearthed
Posted: Jun 19 2007, 03:18 PM


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Mazikeen Pharmond
Posted: Aug 2 2007, 04:28 PM


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And the Mazikeen shall not come near thy tents.


O dia estava lindo e ela ouvira notícias belas de que lugares estavam sendo atacados. Caminhou por entre as sombras disformes dos transeuntes, apáticos e acostumados a se aterrorizar com feitos como os que aconteciam naquele dia, ela não conseguiu deixar de sorrir. As cores do ar se diluíam em lembranças enevoadas de um passado que ela não recordava, transmutando seu mestre, que sabia existir mas não imaginava quem fosse, em lembranças acalentadoramente insanas. Risos cruéis e gritos deliciosos preenchiam sua mente, enquanto o sorriso que aparecia em seu rosto de maneira seca e sarcástica aquecia seu interior.
Destruição era algo que parecia estar ligado intimamente com ela. Ou talvez fosse apenas um adendo a algo superior, algo passado, desconhecido. Possuía habilidades que não imaginava de onde teriam vindo, nem quem a teria ajudado desenvolvê-las. Muitas das coisas que fazia eram completamente impulsivas e, ainda assim, memoriais, remetendo à ações que sentia já ter ocorrido, mas que não se lembrava do momento de sua ação. Seus movimentos, agilidade e maneira de conduzir seu poder eram como uma dança já bailada há tempos, em que os pés correm o salão com graça, elegância e firmeza, sem errar nenhum dos passos.
Entretanto, tais brumas que surgiam coloridas em sua mente não a impediam de continuar, não seriam elas que a fariam sentar e remoer seu passado perdido. Ela era paciente, de um certo modo, e esperaria até que os fios perdidos roçassem as pontas de seus dedos para que elas os puxassem de uma só vez. Enquanto isso, se divertiria com tudo o que tinha. A sorte de hoje estava lançada. Decidira assim que soube dos acontecimentos o que iria fazer. Não. Não iria atrapalhar a diversão alheia. Criaria sua própria. A cidade era grande o bastante para que diversas festas isoladas ou conjuntas fossem feitas – e ela estava prestes a dar a sua própria grande festa de debutante.
Mazikeen era nova na cidade e se regozijou ao saber que tal lugar não era monótono. Havia muitos seres iguais ou parecidos com ela. Bem, ‘parecidos’ é melhor. Não havia alguém como ela. Sentiu que se divertiria ao máximo quando ouviu os sons de explosão quando passou, gritos e dor quando passou pela parte atacada da cidade e seguiu cantarolando durante as horas seguintes até o parque afastado daquele lugar. Parecia não haver muitas pessoas ali aquela hora. Bem, não importava. Os convidados e penetras sempre acabam chegando uma hora ou outra e ela iria gargalhar e rir com eles e deles.
Seus passos lentos e decididos a levaram ate o centro do Parque, que não parecia ser tão grande ou tão atraente. Os governantes pareciam sádicos o bastante para montar lugares que fizessem questão de mostrar aos moradores do lugar onde eles pertenciam e o que eles eram. Para que sofisticação em um lugar que estava longe de ter pessoas que condissessem com o espírito da coisa? Façamos construções e espaços rotos para os rotos e ostentosos para os ostentosos. Como um grande quebra cabeça e suas peças que se encaixam por direito. Hilário. Então, bem, talvez os moradores daquele lugar poderiam agradecê-la afinal. O lugar teria de passar por uma reforma e, de um modo ou de outro, seria renovado.
A mulher esbelta se colocou bem ao centro, como se tivesse calculado cada centímetro do Parque para defini-lo e abriu os braços, como se chamasse seguidores. A aura branca translúcida começou a se formar e ficar espessa ao seu redor e, em pouco tempo, começou a se alongar em raios disformes e desconexos para várias direções. Pedaços do chão que eram acertados, começaram a rachar e se quebrar em vários pedaços. Os bancos e árvores começaram a se erguer acima de sua cabeça, transformando o parque em um parque suspenso, enquanto Mazikeen apenas sorria com sua bela criação.
As poucas pessoas presentes no lugar arregalaram os olhos e gritaram desesperados tentando salvar suas vidas da morte iminente e da loucura de uma mulher que podia ser vista em seus olhos brilhando com demência e furor. Árvores, plantas, terra, pedras começaram sua dança amedrontadora que começou devagar, como uma valsa e um cumprimento para logo partir para um bolero mais caliente. - Os pares devem se encontrar. Os objetos se chocavam acima de sua cabeça, fazendo com que lascas de todos eles voassem e acertassem os transeuntes violentamente. Mazikeen balançara a cabeça devagar, negativamente, contraindo os lábios. - Tsc. Não atrapalhem o baile. Uma faísca atinge um dos transeuntes caídos e o coloca em pé, virado para ela, que apenas tomba a cabeça e o indaga: - Ou será que quer participar de minha festa?
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