O comentário de Pixel causava desgosto ao almirante. Era verdade que tinha uma preferência pelas ruivas, mas o simples pensamento em se envolver com alguém de sua laia, um pirata, como ela não deixava de ser, era desonroso.
- Se eu viesse por prazer, minhas mãos estariam mais vermelhas que sua tinta de cabelo. - Passou encarando o pirata, que evitava olhar diretamente em sua direção. Kusanagi era, por natureza, um homem assustador. Sua altura era muito superior à da maioria dos piratas, tinha a rigidez de um marinheiro e de um samurai. Estava sempre com um longo e fino cachimbo de cor preta na boca, sempre aceso. A Shichibukai o levava até uma sala de reuniões, se sentava em uma cadeira e indicava outra ao marinheiro, que se negava.
- Eu não estou aqui para almoçar com você, não peciso me sentar. - Ele dispensava qualquer etiqueta, era um marinheiro de princípios. - Os Shichibukai estão sendo convocados a Mariejois em sete dias. Não sei que tipo de notícias do mundo exterior recebe num lugar como este, mas Lancelot caiu diante da 'Viúva Rubra'.- Apenas adicionando um pouco mais de vermelho à mistura, Akaryuu trazia a tona o nome de uma dos quatro imperadores que dominam o Novo Mundo. A "Viúva Rubra", como ele mesmo dizia, tinha sido responsável pela morte de Van Lancelot, um pirata experiente que já servia há anos como Shichibukai. A reunião teria como objetivo definir seu sucessor.- Vocês Shichibukai tem o péssimo hábito de não atender às suas obrigações. Mas essa não é a única razão pela qual estou aqui... - Ele tirava o cachimbo que carregava na boca o tempo inteiro, soprava um pouco de fumaça para cima. Seu sorriso era maligno, transparecia toda a crueldade que havia criado sua reputação. O "Dragão Vermelho", um espadachim tão violento que seu corpo era totalmente coberto pelo sangue de suas vítimas. - O governo está interessado em mais um de seus serviços. Não se preocupe, existe uma boa recompensa para isso. Mas essa é uma missão que deve cumprir sozinha, nem mesmos seus companheiros podem saber. Você entende o que eu digo, Reddorei?